A lesão de menisco é uma das queixas mais comuns no joelho e uma das que mais geram dúvida: dá para tratar sem operar? Se operar, vou perder um pedaço do menisco? Isso vira artrose no futuro? 

O Dr. Heberton Timm dedica boa parte da consulta a responder exatamente isso, com modelo anatômico e o exame de imagem lado a lado com o joelho saudável, para você ver o que está acontecendo, não só ouvir.

Dr. Heberton Timm
Ortopedista com foco em cirurgia do joelho
CRM-RS 23026 · RQE 14206.
Ilustração de lesão no menisco

Por que o menisco é tão importante para o joelho

O menisco é uma peça de cartilagem em forma de meia-lua entre o osso da coxa e o da perna. Ele funciona como amortecedor e distribui o peso dentro do joelho. Quando lesiona, o joelho perde parte dessa proteção, e é por isso que preservar o menisco, sempre que a lesão permite, faz tanta diferença.

Como o menisco distribui o peso no joelho

Cada joelho tem dois meniscos, um de cada lado, e eles espalham a carga do corpo por toda a articulação em vez de concentrar em um ponto só. É esse trabalho de distribuir o peso que poupa a cartilagem embaixo. Manter o máximo de menisco possível é o que ajuda o joelho a seguir distribuindo carga bem com o tempo, e essa lógica guia toda a conduta diante de uma lesão.

Tipos de lesão: o que pode acontecer

As lesões variam pelo formato e pela posição do rasgo: radial, longitudinal, em ansa de balde (quando um fragmento se desloca e pode travar o joelho) e as complexas, que misturam padrões. Mais do que o nome, o que muda a conduta é onde o rasgo fica. 

O menisco tem três zonas de irrigação, e só a parte mais irrigada tem chance real de cicatrizar depois de uma sutura. Esse é um dos pontos que o Dr. Heberton Timm desenha e explica no consultório, para o paciente entender por que um caso se sutura e outro não.

Como você sente uma lesão de menisco

A lesão de menisco costuma dar dor na linha da articulação, do lado de dentro ou de fora do joelho, que piora ao agachar, girar ou descer escada. Muitos sentem também um inchaço que vai e volta e, em alguns casos, a impressão de que o joelho trava ou falha no meio do movimento.

Dor, inchaço e travamento: o que prestar atenção

A dor ao agachar ou torcer o joelho é o sinal mais comum. O inchaço costuma surgir horas depois do esforço e ceder com repouso. O travamento, quando o joelho fica preso no meio do movimento, merece atenção maior, porque pode indicar um fragmento deslocado. Na consulta, o Dr. Heberton Timm pergunta pelos gatilhos de dor, como descer escada, agachar e dormir, antes de examinar: a forma como o sintoma aparece já orienta o que procurar.

Como o diagnóstico é confirmado

O diagnóstico começa pelo exame clínico, com manobras que testam o menisco, e se confirma pela ressonância magnética, que mostra o tipo e a posição do rasgo. O exame de imagem sozinho não decide o tratamento: ele é cruzado com o que você sente e com a sua rotina. Um achado na ressonância sem sintoma leva a um caminho diferente de um achado que dói e limita o dia a dia.

 Está com esses sintomas no joelho?

Tratar ou operar: como essa decisão é tomada

Nem toda lesão de menisco precisa de cirurgia. A escolha entre tratar sem operar, suturar ou retirar a parte lesionada é feita caso a caso, junto com o paciente, pesando o tipo de rasgo, o tempo de lesão, a idade e o momento de vida de cada um.

Quando há indicação cirúrgica, a escolha entre suturar e retirar segue critérios técnicos. O Dr. Heberton Timm avalia a zona do menisco onde está o rasgo, há quanto tempo a lesão existe e a idade do paciente. 

Uma lesão recente, numa zona bem irrigada, tem mais chance de cicatrizar com sutura. Uma lesão antiga, com o menisco já desgastado, muitas vezes não permite costurar, e aí retirar apenas a parte danificada é o caminho mais adequado. 

O momento de vida também pesa, porque o pós de uma sutura é exigente, e essa conversa é feita antes, com clareza sobre o que cada opção envolve.

Banner lesão no menisco

Quando o tratamento conservador resolve

Boa parte das lesões, sobretudo as ligadas ao desgaste e as que não travam o joelho, melhora sem cirurgia. O plano costuma combinar repouso na fase aguda, fisioterapia e reforço muscular, controle da dor e ajuste da atividade física. “Nem toda dor no joelho precisa de cirurgia” é algo dito com frequência na consulta, e vale especialmente aqui.

Sutura de menisco: quando preservar vale a pena

Suturar é costurar o menisco em vez de remover o pedaço lesionado. Faz sentido quando o rasgo está numa zona que recebe sangue e tem chance de cicatrizar, em geral em lesões mais recentes. Preservar o menisco protege a cartilagem a longo prazo, mas o pós é demandante: costuma exigir um período sem apoiar o pé no chão e vários meses sem agachar, algo que o paciente precisa saber antes de decidir.

Retirada parcial do menisco

Quando o rasgo está numa zona sem irrigação ou o menisco já está muito desgastado, costurar não resolve, e a conduta é retirar apenas a parte lesionada, preservando o máximo do tecido saudável. É um procedimento por artroscopia, com recuperação em geral mais curta que a da sutura. Existe entre os pacientes a preocupação de que retirar parte do menisco leve à artrose. 

O Dr. Heberton Timm costuma explicar que essa é uma tendência descrita na literatura, não uma regra para todos: nem toda lesão evolui assim, e a técnica de hoje preserva bem mais tecido do que no passado.

Perguntas frequentes sobre lesão do menisco

Em muitos casos sim, com dor ou desconforto ao agachar e girar. Mas andar sentindo travamento ou a sensação de que o joelho falha merece avaliação, porque um fragmento deslocado pode causar mais dano à cartilagem se for ignorado.

Não. Muitas lesões melhoram com fisioterapia, controle da dor e ajuste de atividade, sem operar. A cirurgia entra quando o joelho trava, quando a dor não cede ao tratamento conservador ou quando o tipo de rasgo tem indicação clara. A decisão é sempre individual.

Depende do tipo de tratamento e da lesão. Quando há sutura, a recuperação costuma exigir um período sem apoiar o pé e vários meses de reabilitação até liberar agachar. Os prazos variam conforme critérios clínicos e são definidos na avaliação.

A ressonância magnética é o exame que mostra o menisco em detalhe e confirma o tipo e a posição do rasgo. O exame clínico, com manobras específicas, orienta o pedido e ajuda a interpretar o resultado.

Pode acontecer, sobretudo quando parte do menisco é removida, mas não é uma regra para todos. Preservar o máximo de tecido na cirurgia e cuidar do joelho depois, com fortalecimento e controle de peso, ajuda a proteger a articulação a longo prazo.

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As informações deste site têm caráter educativo e não substituem a consulta médica presencial. Cada caso é único e deve ser avaliado individualmente.